segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer (parte 3)



 Olá a todos, na continuação vem o nosso 3° post ...


O ADN, material genético de todas as células, age como modelador na produção de formas específicas de ARN transportador, ARN ribossômico e ARN mensageiro e, deste modo,
 determina qual enzima irá 
ser sintetizada pela célula. As enzimas são responsáveis pela maioria das funções celulares, e a interferência nesses processos irá afetar a função e a proliferação tanto das células normais como das neoplásicas. A maioria das drogas utilizadas na quimioterapia antineoplásica interfere de algum modo nesse mecanismo celular, e a melhor compreensão do ciclo celular normal levou à definição clara dos mecanismos de ação da maioria das drogas. A partir daí pode-se classificar os quimioterápicos conforme a sua atuação sobre o ciclo celular:



• Ciclo-inespecíficos - Aqueles que atuam nas células que estão ou não no ciclo proliferativo, como, por exemplo, a mostarda nitrogenada.
• Ciclo-específicos - Os quimioterápicos que atuam somente nas células que se encontram em proliferação, como é o caso da ciclofosfamida.
• Fase-específicos - Aqueles que atuam em determinadas fases do ciclo celular, como, por exemplo, o metotrexato (fase S), o etoposídeo (fase G2) e a vincristina (fase M).



Os agentes antineoplásicos mais empregados no tratamento do câncer incluem os alquilantes, os antimetabólitos, os antibióticos antitumorais, os inibidores mitóticos e outros. Novas drogas ainda estão em fase de experimento.

 

Alquilantes - São compostos capazes de substituir em outra molécula um átomo de hidrogênio por um radical alquil. Eles se ligam ao ADN de modo a impedir a separação dos dois filamentos do ADN na dupla hélice espiralar, fenômeno este indispensável para a replicação. Os alquilantes afetam as células em todas as fases do ciclo celular de modo inespecífico.
Apesar de efetivos como agentes isolados para inúmeras formas de câncer, eles raramente produzem efeito clínico ótimo sem a combinação com outros agentes fase-específicos do ciclo celular. As principais drogas empregadas dessa categoria incluem a mostarda nitrogenada, a mostarda fenil-alanina, a ciclofosfamida, o bussulfam, as nitrosuréias, a cisplatina e o seu análago carboplatina, e a ifosfamida.




Antimetabólitos -Os antimetabólitos afetam as células inibindo a biossíntese dos componentes essenciais do ADN e do ARN. Deste modo, impedem a multiplicação e função normais da célula.Os antimetabólitos são particularmente ativos contra células que se encontram na fase de síntese do ciclo celular (fase S). A duração da vida das células tumorais suscetíveis determina a média de destruição destas células, as quais são impedidas de entrar em mitose pela ação dos agentes metabólicos que atuam na fase S.

fonte: inca.org.br

sábado, 3 de setembro de 2011

Tratamento quimioterápico (parte 2)


 Olá a todos, depois de um período afastado do nosso blog decidi retornar às publicações e continuando vou terminar a série sobre o câncer e a quimioterapia, espero que gostem!

O termo quimioterapia significa tratamento a base de compostos químicos, quando relacionada ao câncer a quimioterapia passa ser chamada antineoplásica ou antiblástica.

A quimioterapia pode ser feita com a aplicação de um ou mais quimioterápicos. A monoquimioterapia (uso de drogas isoladas) mostrou-se ineficaz em induzir respostas completas ou significativas na maioria dos tumores, sendo atualmente de uso muito restrito. A poliquimioterapia é de eficácia comprovada e tem como objetivos atingir populações celulares em diferentes fases do ciclo celular, utilizar a ação sinérgica das drogas, diminuir o desenvolvimento de resistência às drogas e promover maior resposta por dose administrada.

A quimioterapia pode ser utilizada em combinação com a cirurgia e a radioterapia, ela apresenta vários objetivos profiláticos desde a melhoria de vida do paciente até o controle completo do tumor. Porém durante o tratamento quimioterápico pode haver a resistência ás drogas. Esta resistência pode ser dada por diversos motivos:


- células desenvolvem nova codificação genética (mutação);
- células expostas às drogas desenvolvem novas células resistentes;
- criação de vias metabólicas alternativas pelas células;
- casos de tratamento descontinuado;


É interessante deduzir-se que é possível reverter o mecanismo de resistência a partir do uso de compostos que inativem a glicoproteína 170-P (ligada a membrana plasmática, esta diminui a concentração do fármaco na célula). Alguns deles já são conhecidos, porém ainda encontram-se sob estudos clínicos.


É necessário enfatizar a vantagem de iniciar-se a quimioterapia quando a população tumoral é pequena, a fração de crescimento é grande e a probabilidade de resistência por parte das células com potencial mutagênico é mínima. Estas são as condições ideais para se proceder à quimioterapia adjuvante 

Esse foi o 2° post da série câncer e na continuação falaremos sobre os fármacos utilizados no tratamento antineoplásico, então até lá...
abços a todos.


fonte: inca.org.br